O que fazer quando o auxílio-doença é negado?

Ter o auxílio-doença negado pelo INSS pode ser uma situação frustrante e preocupante para quem está afastado do trabalho por motivo de saúde. Esse benefício é fundamental para garantir o sustento de quem, por motivos médicos, não pode exercer suas atividades laborais por um período temporário. No entanto, o indeferimento do auxílio-doença pelo INSS é comum, e entender os motivos da negativa pode ajudar a recorrer e conquistar o direito ao benefício.

1) PRINCIPAIS MOTIVOS PARA O INDEFERIMENTO

Diversos fatores podem levar à negativa do auxílio-doença. Entre os mais comuns, estão:

Falta de comprovação médica adequada: Para que o INSS conceda o benefício, é necessário apresentar laudos, exames e relatórios médicos que comprovem a incapacidade temporária para o trabalho. Caso os documentos estejam incompletos ou inconsistentes, o pedido pode ser negado.

Falta de carência: A carência é o número mínimo de contribuições ao INSS antes de solicitar determinados benefícios. Para o auxílio-doença, a carência é de 12 contribuições mensais. Em alguns casos, essa exigência pode ser dispensada, como em situações de acidentes ou doenças graves, mas na ausência dessa condição, o benefício pode ser negado.

Perícia médica desfavorável: O INSS exige que o segurado passe por uma perícia médica com um dos seus profissionais. Muitas vezes, o perito pode não concordar com o diagnóstico ou com a gravidade da condição apresentada pelos documentos médicos do segurado, resultando no indeferimento do auxílio-doença.

Contribuições em atraso ou falha no vínculo: Se houver irregularidades nas contribuições, como períodos não registrados ou falta de pagamento, o benefício pode ser negado. Manter as contribuições em dia é essencial para evitar esse tipo de problema.

2) COMO RECORRER DA DECISÃO DO INSS?

Caso o seu pedido de auxílio-doença seja negado, é possível recorrer da decisão de algumas maneiras:

Recurso administrativo:

O primeiro passo é recorrer dentro do próprio INSS. O prazo para entrar com o recurso é de até 30 dias após a negativa. Nesse processo, você pode apresentar novos documentos médicos e reforçar as provas que atestam sua incapacidade temporária. O INSS analisará novamente o caso, mas o tempo de resposta pode ser longo.

Ação judicial:

Se o recurso administrativo for indeferido ou o segurado preferir, pode buscar seus direitos na Justiça. Um juiz analisará as provas, e, em muitos casos, uma nova perícia médica será realizada por um perito judicial, que pode emitir um laudo mais detalhado. Muitas vezes o processo judicial tende a ser mais rápido do que a análise administrativa no INSS e, se favorável, pode garantir o pagamento retroativo do benefício.

3) DICAS PARA AUMENTAR AS CHANCES DE SUCESSO

Algumas ações podem aumentar as chances de ter o auxílio-doença aprovado, tanto no pedido inicial quanto em um recurso:

  • Documentação completa e atualizada: Reúna o máximo de documentos médicos, como laudos, receitas e relatórios, que comprovem sua incapacidade de trabalhar. Quanto mais claro for o seu quadro clínico, maiores as chances de sucesso.
  • Acompanhamento de um especialista: Ter a orientação de uma assessoria especialista em direito previdenciário ao seu lado pode fazer toda a diferença. Ela ajudará a garantir que todos os documentos e provas necessárias estejam completos, além de orientar sobre o melhor caminho a seguir, seja administrativo ou judicial.
  • Manter as contribuições em dia: Verifique se suas contribuições ao INSS estão regularizadas. Isso é essencial para que você não enfrente problemas relacionados à carência.

4) A IMPORTÂNCIA DA ASSESSORIA PREVIDENCIÁRIA

Contar com uma assessoria previdenciária especializada pode aumentar consideravelmente as chances de ter o auxílio-doença concedido, seja no pedido inicial ou no processo de recurso. Esses profissionais possuem profundo conhecimento das normas e requisitos do INSS, além de estarem familiarizados com os procedimentos internos do órgão. Eles podem ajudar a reunir a documentação correta, orientar sobre os laudos médicos mais adequados e, se necessário, conduzir outros caminhos para garantir que o segurado receba o benefício.

Além disso, a assessoria previdenciária garante que o segurado não perca prazos importantes, como o de apresentação de recursos, e oferece suporte em todas as etapas do processo, diminuindo a ansiedade e aumentando as chances de sucesso.

5) CONCLUSÃO

Ter o auxílio-doença negado pelo INSS não é o fim da linha. Com a documentação correta, orientação de uma assessoria especializada e atenção aos prazos, é possível reverter essa situação. O importante é não desistir e lutar pelos seus direitos. E contar com uma assessoria previdenciária aumenta significativamente as chances de concessão do benefício, trazendo mais segurança e tranquilidade para o segurado.

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Bianca Clavé

Formada em Direito pela Universidade São Francisco de Assis – UNIFIN, com especialização em Direito Previdenciário e mais de 10 anos de experiência na área jurídica.

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